Bom gente.... chega de mentiras,não?
Vou voltar a falar de coisas mais legais...rs
Aproveito pra dar 2 recados rápidos:
Dia 2 tá chegando! Quem quiser ir tomar um vinho na Casa das Rosas às 19:00h é só ir... eu estarei lá... Vai ser bem divertido, bastante gente e o livro tá lindo. Pra quem nao sabe, estou lançandou um livro de crônicas com outros autores. Maiores informações no,link ao lado, em Tarja Editorial.
E novidade: estou dando aulas de redação agora. Pro vestibular. Quem quiser é só deixar um comentário com o email, que eu entro em contato e explico tudo. Mas vai um briefing rápido:
É um curso um pouco diferente dos demais, focado principalmente no estilo, ou seja, nas maneiras de escrever pra que seu texto seja atraente.
Claro que passaremos pela gramática etc... Mas minha idéia é ensinar as pessoas a escreverem de forma envolvente, se diferenciando dos demais, pois o texto que escrevem no vestbular nao e como um blog ou algo descompromissado, é um texto de concorrência, que tem que ser melhor que os outros.
Bem, recado dado, hora de ir.
Trabalhei como um camelo, ganhei como um dromedário... coisas da vida...hehe
O bom humor é que salva.
abraço a todos.
9. Provas materiais.
Um número de celular, um bilhete, uma fatura de cartão são complicômetros mais difíceis de serem contornados. Pode–se falar em sabotagem; que o bilhete não é seu, que esqueceram o beck no carro, mas sempre um franzir de sobrancelhas pairará no ar. Exige–se maior cara de pau em desmentir o óbvio. Mas dependendo do talento do mentiroso, o convencimento em uma porcentagem bastante aceitável é possível sim.
10. Provas cabais:
Se foram apresentadas provas irrefutáveis – e, acredite, elas não são tão comuns como se pensa, é porque você realmente é um incompetente mesmo e não deveria ter feito merda. Provavelmente foi querer dar uma de malandro e se fodeu bonito na mão da namorada, do papai ou até dos gambés, seu mané (a rima tosca foi proposital).
Nesse caso é bom ter aprendido a lição e deixar essas coisas pra quem sabe, porque certamente você é um dos que deveriam ter lido com atenção o alerta no item 11 da primeira parte do texto, mas pensou consigo “esse cara tá falando bosta; tiro essa de letra”...
Ainda assim eu não deveria mais vou ajudar, porque o melhor mesmo seria ver essa tua cara de pastel metendo o rabicó entre as pernas e falando fininho.
Assim só te resta correr ou usar subterfúgios mais sórdidos, como a sempre infalível chantagem no melhor estilo crápula novela das oito mesmo. Aqui a vítima se redefine e adquire status oponente. Então é muito bom que nessa hora você tenha algum segredo do mesmo guardado, ou terá de se arrepender de não ter levado em consideração o maldito item 11.
ACABOU..... CHEGA DE MENTIRA...
3. Elevados graus de cinismo são recomendáveis.
Na necessidade da negação da mentira, seja veemente, sinta–se ofendido.
4. Tente, a todo custo, virar a mesa.
Fazer com que a vítima pense que você mentiu por culpa dela é um bom atenuante. Não resolve a mentira, mas insere na vítima uma aura de dúvida em relação aos próprios atos. Exemplo: você traiu seu namorado doente de ciúmes: mas na verdade ele é que não te deixa viver, afinal de contas você tem 20 anos e se sente numa prisão, sufocada, sem respirar. Não se sente viva, não se sente mulher. Sente–se propriedade, quase como um gado (vaca, no caso...).
5. Arrume sempre a merda que você fez com outra mentira, mas vê se faz certo agora.
Como foi postulado no começo do ensaio: é proibida a verdade. Então invente uma mentira pra corrigir a outra. Seguindo o exemplo anterior: você pode dizer que estava com um amigo de cujo seu namorado morre de ciúmes, por isso não contou. Pra poupá–lo. Porque afinal vocês são só amigos, estavam só conversando e você não vê nada de errado nisso.
6.Lei da inversão de valores
Em alguns casos, falar a verdade a ser escondida na cara da vítima como sendo mentira pode ser um falso álibi muito útil, talvez até encerrando a discussão. Exemplo: na tarde que você traiu, você vira e fala: tá bom, quer saber, transei a tarde toda, e daí? Depois de 3 segundos (os homens são lentos mesmo) de reflexão, ele vai dar uma risadinha de bunda e esquecer o assunto. Ou pelo menos aliviar.
7. Assuma parte da culpa:
Já que a merda está feita, não dá pra sair ileso. Alguma chicoteada você vai ter que tomar; então, dos males, que seja o menor:
Assumir parte da culpa da mentira desvia o foco da vítima do fato em si pra tua boa ação de admitir o erro. Ainda no exemplo, você dirá: desculpe–me...errei mesmo. Menti, mas não foi pra te sacanear, foi pra nos poupar, porque odeio brigar com você.
Essa é uma estratégia devastadora: desarma completamente a vítima, que começa então a entender porque você mentiu.
8. Um brinde à cara de pau.
Esse item é só um adendo para celebrar a característica do ser humano que possibilita a existência desse subterfúgio chamado mentira e mais ainda as estratégias de convencimento de que uma mentira não é, de fato, uma mentira.
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